quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Promotores devem indiciar o Ghosn da Nissan novamente na sexta-feira



Promotores japoneses planejam indiciar o ex-presidente da Nissan Motor Co Ltd, Carlos Ghosn, em mais duas acusações de má conduta financeira na sexta-feira, disse uma pessoa com conhecimento do assunto, elevando o número total de inquéritos para três.

TÓQUIO - Promotores japoneses planejam acusar o ex-presidente da Nissan Motor Co Ltd, Carlos Ghosn, de mais duas acusações de má conduta financeira na sexta-feira, disse uma pessoa com conhecimento sobre o assunto, elevando o número total para três acusações.

Ghosn, que foi permanece detido desde novembro, deve ser formalmente acusado de violação de confiança agravada pela transferência temporária de perdas de investimento pessoal para a Nissan em 2008, bem como por subestimar sua compensação por três anos até 2018.

As acusações, que são amplamente esperadas, contribuem para agravar uma acusação anterior de subestimar sua receita em cerca de metade dos cinco anos até março de 2015.

Em uma audiência no tribunal nesta semana, Ghosn disse que todas as acusações contra ele eram "sem mérito" e "infundadas".

A Nissan também enfrenta uma acusação sobre a última questão de relato de compensação, disse a pessoa, que falou sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

O jornal Nikkei informou anteriormente que os promotores planejavam acusar Ghosn por quebra de confiança agravada na sexta-feira. Também informou, citando fontes de investigação não identificadas, que Ghosn havia discutido a possibilidade de estender um empréstimo de 3 bilhões de ienes (US $ 27,81 milhões) para um negócio dirigido por um conhecido saudita que mais tarde forneceu garantias para um investimento pessoal.

Tanto o Escritório de Promotores de Tóquio quanto a Nissan se recusaram a comentar as questões quando contatados pela Reuters.

Ghosn está detido desde sua prisão inicial, em 19 de novembro. Embora tenha dito que foi "injustamente detido", o Tribunal Distrital de Tóquio rejeitou no início da semana uma apelação de seus advogados para encerrar sua detenção.

É incomum que réus no Japão neguem que as acusações recebam fiança antes do julgamento, uma prática que atraiu críticas generalizadas, inclusive da equipe de defesa de Ghosn.

Um membro da equipe jurídica de Ghosn no Japão disse à Reuters que Ghosn não compareceu a uma sessão de interrogatório marcada para quinta-feira devido a uma febre, e que ele havia sido aconselhado por um médico do centro de detenção a descansar.

Outro membro da equipe jurídica disse à Reuters que vai pedir fiança depois que o atual período de detenção de Ghosn terminar na sexta-feira, mas que sua libertação será na terça-feira, caso o tribunal aceite o pedido.

Falando com repórteres na terça-feira, Motonari Otsuru, que lidera a equipe jurídica de Ghosn, disse que espera que os promotores levem pelo menos seis meses para se preparar para o julgamento.