quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Tribunal do Japão rejeita proposta de liberação do ex-chefe da Nissan, Carlos Ghosn




Um tribunal japonês rejeitou uma proposta do ex-chefe da Nissan, Carlos Ghosn, de encerrar sua detenção por má conduta financeira.

A decisão do tribunal na quarta-feira veio a público depois que o ex-presidente da Nissan Motor Company fez sua primeira aparição no tribunal desde sua prisão em 19 de novembro.

Durante a audiência de terça-feira, aquele que foi uma vez um dos maiores executivos do setor de carros de negou as acusações de falsificação de relatórios financeiros.

"Ao contrário das acusações feitas pelos promotores, eu nunca recebi qualquer compensação da Nissan de forma oculta, nem nunca entrei em qualquer contrato vinculativo com a Nissan a ser pago uma quantia fixa de forma oculta", ele disse.

Os advogados de Ghosn apelaram ao tribunal para que o magnata do carro alegasse que não havia motivos para sua detenção, que agora dura mais de 50 dias.

O francês nascido no Brasil é acusado de sub-declarar sua renda em cerca de cinco bilhões de ienes (US $ 44 milhões) em cinco anos até 2015, aparentemente em resposta às críticas de que ele ganhou demais.

Desde novembro, Ghosn foi preso duas vezes. Ele foi mantido na casa de detenção de Kosuge, em Tóquio, desde que foi condenado por lei japonesa a suspeitar de prisão preventiva por até 23 dias.

Os promotores japoneses explicaram que Ghosn representava um risco de fuga e estava preocupado que ele pudesse adulterar nas provas.

O caso do magnata do automóvel poderia ter ramificações nas relações diplomáticas entre franceses e japoneses, uma vez que a Renault detém 43% da Nissan, enquanto a Nissan, por sua vez, detém 15% da Renault.

Seu atual período de detenção deve durar até sexta-feira, quando ele poderá ser libertado sob fiança ou ver sua detenção estendida.