segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Mercedes estuda cobrar por uso de alguns equipamentos de seus carros


As fabricantes estão procurando novas maneiras de ganhar dinheiro além da venda de veículos e acessórios. A Volvo, por exemplo, explora a possibilidade de alugar os carros com uma mensalidade, que iria cobrir não só pagamento como também seguro, manutenção e mais. Outras, como a BMW, está cobrando mais por algumas funções, como cobrar US$ 80 por ano para que a central multimídia tenha Apple CarPlay. A Mercedes-Benz pensa em dar um passo a mais e cobrar pela ativação ou desativação de alguns equipamentos.
Para quem joga videogame, isto seria o equivalente às microtransações, pagando para conseguir utilizar alguma coisa por tempo limitado. Markus Ehmann, desenvolvedor de software da Mercedes-Benz, falou com o site Drive.com.au sobre permitir que os clientes possam ligar e desligar algumas funções do carro. Ehmann disse que a empresa está "trabalhando em uma plataforma robusta que permite os motoristas ligarem ou desligarem algumas funções de seus carros - possivelmente uma função extra que custa mais ou algo que eles sabem que não querem." A fabricante estaria trabalhando em várias opções de serviços por assinatura.

Até aí, tudo bem. Só que Ehmann disse que o modelo de assinatura e pagamentos poderia ser aplicado a mais coisas além do sistema multimídia. Quando questionado sobre a chance de, por exemplo, ter que pagar mais para ter bancos aquecidos, o executivo disse que poderia acontecer. Ou seja, o cliente poderia pagar para ter bancos aquecidos no inverno, e economizar dinheiro nos meses seguintes ao desativar a função. Ou poderia pagar uma taxa única e não se preocupar mais com isso.
Imagine pagar R$ 200 mil em um Mercedes e ainda ter que pagar mais R$ 200 por mês para poder ter algo como bancos aquecidos. Será que as fabricantes iriam reduzir o preço do carro para compensar essa diferença, ou iria virar algo tão normal que todas iriam cobrar ainda mais pelo veículo? No mundo dos games, a segunda opção é a que mais acontece, com conteúdo deixado de fora do jogo padrão para ser vendido à parte depois.
É muito cedo para dizer onde as fabricantes irão definir um limite a ser cruzado na hora de buscar lucro. Nada disso parece ser bom para os consumidores, então a resposta do público à essa ideia pode influenciar os planos das empresas.