terça-feira, 25 de setembro de 2018

Conheça o estacionamento do futuro


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O carro elétrico, em breve, vai dominar as grandes cidades – esse é o plano de praticamente todas as grandes montadoras. Governos de vários países já adotam uma legislação que visa a diminuição paulatina da circulação dos veículos com motor a combustão para os próximos anos e a proibição da sua produção nas próximas décadas.

A solução da indústria automobilística para o meio ambiente pode trazer um problema aos motoristas: onde recarregar a bateria do motor elétrico? Uma parceria entre a empresa de energia elétrica AES Tietê e a CSEM – que desenvolve filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV, na sigla em inglês) para a geração de energia solar a partir de PET – busca solucionar esse problema com seu Projeto Carport. Trata-se de um estacionamento de baixo custo capaz de gerar sua própria eletricidade a partir dos OPV aplicados na cobertura da estrutura que protege os carros.
“Vai ser o posto de gasolina do futuro”, diz Rodrigo Villaça, diretor-técnico da CSEM, sobre a utilização da solução tecnológica de sua empresa. A CSEM desenvolveu o que chama de “terceira geração de tecnologia fotovoltaica”: painéis solares mais leves e flexíveis, que utilizam material reciclável como matéria-prima. Por sua flexibilidade e pequena espessura, o OPV é arquitetonicamente bem mais versátil que os painéis tradicionais. Mas a questão não é só estética. “Não faz sentido ter um veículo movido a eletricidade, não poluente, e carregá-lo com uma energia gerada de uma fonte poluente”, diz Villaça. É preciso, segundo ele, aprimorar a fonte de energia – a energia hidrelétrica, que predomina no Brasil, também não está livre de críticas. “Os estudos técnicos são realizados pelo CSEM, enquanto estudos de mercado, de financiamento e de aspectos regulatórios são responsabilidade da AES Tietê”, diz Bernardo Sacic, diretor de Desenvolvimento de Negócios da AES Tietê.
A solução não tem data para chegar ao mercado. “Prevemos testes em campo no segundo semestre deste ano”, projeta Sacic. Em caso de sucesso, a produção e a comercialização devem começar um ano depois. O produto deverá ser inicialmente usado em grandes áreas, como estacionamentos externos de shoppings, supermercados e empresas. Futuramente, módulos menores, adquiridos em lojas de material de construção, serão oferecidos a consumidores que queiram instalar o Carport em suas casas.
A película fotovoltaica produz energia para carregar carros elétricos
A CSEM investiu R$ 2,4 milhões no projeto; a AES Tietê, R$ 500 mil. Além disso, o Carport conta com verba do programa P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
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