sábado, 4 de agosto de 2018

Como as marcas britânicas desapareceram do mapa – ou acabaram vendidas a estrangeiros

Como as marcas britânicas desapareceram do mapa – ou acabaram vendidas a estrangeiros 

Já reparou que boa parte das grandes marcas de automóveis britânicas não existe mais? Apesar de terem construído alguns dos maiores ícones automobilísticos do Século 20, marcas como Austin, Rover, Triumph, Morris, Jensen, AC, Daimler e Hillman já não existem mais há décadas. Tudo o que restou no território governado pela Rainha Elizabeth foram fabricantes artesanais de baixo volume. O resto desapareceu ou foi parar nas mãos de investidores estrangeiros como as icônicas Jaguar, Land Rover e Aston Martin.
É um caso espantoso e possivelmente único na história do automóvel — especialmente se considerarmos que havia mais de 30 fabricantes no Reino Unido após o fim da Segunda Guerra e que uma delas chegou a ser a quarta maior fabricante do planeta antes de se tornar a famosa British Leyland, também classificada como quarta maior fabricante de automóveis de sua época.
Agora.. como uma empresa com tamanho poderio industrial (e também político, indiretamente) pode simplesmente desaparecer do mapa? A resposta passa por um crescimento desenfreado, seguido pela falta de gestão, que levou à estatização parcial, seguida por uma sequência interminável de greves, que por sua vez derrubou a qualidade dos carros e resultou no desmantelamento da empresa como única saída viável. Mas antes de chegar ao fim, precisamos entender como tudo começou, mais precisamente nos anos 1930.
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