quinta-feira, 10 de maio de 2018

Etanol se torna o combustível mais em conta para abastecer em SP, MG

Para economizar ao máximo no custo de manutenção do carro, agora o etanol pode ser a melhor pedida

A Petrobras anunciou, na quinta-feira passada (3), um novo aumento nos preços da gasolina vendida às distribuidoras. O combustível, que estava sendo repassado por R$ 1,7893 o litro, passou a ser vendido por R$ 1,8095 a partir da sexta-feira (4). Em paralelo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) constatou que São Paulo é o estado onde o etanol é vendido mais em conta, cuja média registrada é de R$ 2,656 o litro, e o menor valor encontrado sai por R$ 2,099.

Conclusão? Além de São Paulo agora vale mais a pena abastecer com etanol também em Minas Gerais, Goías e Espírito Santo. É bem possível que o Rio de Janeiro entre na lista em breve, completando o ranking dos estados com maior frota do País.
Se o litro da gasolina comum já podia ser encontrado por mais de R$ 4,00 em alguns postos, agora essa quantia evidentemente será a média, uma vez que o aumento do preço da gasolina nas bombas subiu 0,18 ponto percentual. E o consumidor reagiu instantaneamente, pois segundo levantamento da Petrobrás, a venda do combustível sofreu queda de 9 pontos percentuais desde o reajuste, o que indica a preferência do consumidor pelo etanol.

Antes de tudo, vale salientar que um carro flex permite que você misture etanol e gasolina. Logo, não sinta a necessidade de “secar” o tanque que está com gasolina para completar com o etanol. Além disso, saiba que, em relação ao combustível fóssil, o biocombustível apresenta algumas características peculiares, como uma possível dificuldade de dar a partida com o motor frio e uma demora a mais para atingir a temperatura ideal de funcionamento.
Ainda no caso dos  motores flex, existem alguns modelos que acabam tendo melhor desempenho com apenas etanol no tanque em função da maior capacidade do combustível vegetal tem de ser comprimido sem detonar, o que permite trabalhar com maior taxa de compressão e graus de avanço de ignição diferentes. 

Por fim, aos que usam o carro com menos frequência, no caso dos modelos mais antigos, alimentados por carburador, tome cuidado com a corrosão gerada pelo etanol. Componentes como diafagma da bomba de combustível, boia do carburador, retendores e juntas geralmente sofrem mais com a questão da oxidação. Com isso, o funcionamento do motor pode ficar prejudicado.